domingo, 2 de setembro de 2012

REDE SOCIAL EDUCATIVA



A mais nova modalidade de rede social é voltada para a educação.
É uma rede que está em pleno funcionamento nos Estados Unidos e é muito parecida com o facebook, porém, é voltada para assuntos da área de ensino e para uma interação mais profunda entre Professores e alunos.

A Edmodo, é uma rede social educativa que acaba de desembarcar aqui no Brasil em nosso idioma.
Seus usuários, assim como no Face, trocam mensagens, compartilham fotos e comentam atividades recentes. O assunto principal gira em torno da educação. São as chamadas redes sociais educativas. Elas funcionam como uma rede social virtual, porém,  são mais seguras  e tornam o aprendizado mais interessante para a geração que já nasceu conectada à internet. Além disso, dá aos pais uma chance de participar na rotina escolar dos filhos. "Queremos tornar a escola mais colaborativa, divertida e social", diz Shivanu Shukla, fundador da Teamie, uma rede nascida em Singapura que já mira o mercado brasileiro.


A Edmodo é uma das poucas redes internacionais que disponibilizam conteúdo em português.   Nascida em 2008 no Vale do Silício, na Califórnia, é  sucesso nos Estados Unidos e, já recebeu 47,5 milhões de dólares em investimento (25 milhões no último mês) e soma hoje mais de 9,8 milhões de usuários espalhados por quase 100.000 instituições de ensino. Embora o número represente apenas a centésima parcela de usuários do Facebook, esta rede é considerada um feito grandioso em matéria de ambientes dedicados exclusivamente ao ensino. 
De acordo com Jeff O'Hara, um dos fundadores da plataforma: "A ideia surgiu enquanto eu trabalhava na área de TI de uma secretaria de educação. Vi que muitas redes sociais e sites de vídeo eram bloqueados, e comecei a pensar em alternativas. Percebi que a educação precisava de um espaço só seu."

O funcionamento da Edmodo, da Teamie e dos demais serviços nascentes é bastante parecido com as outras redes. Em geral, o professor se inscreve na plataforma, cria comunidades para os cursos que ministra em determinada instituição de ensino e, em seguida, "adiciona" seus alunos, franqueando o acesso deles à rede. A partir daí, em um ambiente restrito, é possível compartilhar mensagens, material didático, textos e livros e também criar fóruns de discussão. 
Tudo isso é exibido em uma espécie de linha tempo, bem semelhante à do Facebook. Os estudantes podem entregar trabalhos pela ferramenta, e o professor pode atribuir as notas ali mesmo. Para os docentes, é oferecida ainda uma biblioteca virtual, onde é possível organizar livros, textos e artigos interessantes a cada disciplina.

Os professores têm autonomia para deletar comentários impróprios ou arquivos indesejados, caso um estudante use a rede para fins não educativos,. "Sabemos que a segurança e a privacidade são imprescindíveis nesse campo da educação", diz Nic Borg, cofundador da Edmodo. O medo de perder o controle da situação é preocupação permanente dos docentes, e nem poderia ser diferente.

A bem-sucedida experiência internacional da Edmodo entusiasmou Abrantes, um professor de história que, desde o início do ano letivo,  vem integrando a rede social a seus cursos. "Fiquei empolgado com a possibilidade de intercâmbio de ideias e compartilhamento de conteúdos e experiências em um ambiente virtual especificamente escolar", conta. O trabalho tem fluido bem, principalmente nos anos finais do ensino médio. "Em uma aula de atualidades, por exemplo, os livros didáticos ficam defasados rapidamente. Com a ajuda da internet, fica mais fácil compartilhar material complementar com os alunos." Entre as ferramentas que fazem mais sucesso nas aulas de Abrantes está o quiz, aquele jogo de perguntas e respostas. Se um ponto da matéria não foi bem assimilado pelos estudantes, o professor cria testes on-line que ajudam a fixar o conteúdo e, de quebra, treinar para o vestibular. "Não digo que eles me pedem para passar dever de casa, mas eles se empolgam mais em responder questões na internet do que no papel." Continue a ler a reportagem

Segundo  Christopher Quintana, especialista em tecnologia da educação da Universidade de Michigan, "Esses sistemas permitem uma experiência educacional mais maleável, no sentido de que o professor pode adaptá-la segundo as necessidades da classe. Além disso, ela extrapola os muros da escola. O estudante passa a estar 'conectado' ao saber mesmo fora do período de aula".
A nova ferramenta não empolgou somente Professores e estudantem, os estudiosos também veem com bons olhos as redes sociais educativas. 
Sites como o Edmodo, tem mais um ponto positivo,pois, eles permitem a participação dos pais, mantendo-os atualizado sobre as atividades escolares dos filhos. "Nosso objetivo é criar uma comunicação transparente entre família e escola para que toda comunidade escolar acompanhe de perto a evolução dos estudantes", diz Shivanu Shukla, da Teamie.

Mas, como tudo o que é novo no mercado virtual, é preciso um certo cuidado. O entusiasmo dos especialistas com os serviços, não deve ser compreendido como aprovação total. "Tudo ainda é muito novo, e não houve tempo para a medição de impactos", diz Quintana. "É preciso evitar exageros, como avaliar que esta é a salvação para todos os males da educação." Em resumo: é preciso dar tempo ao tempo e às redes para avaliar a capacidade de inovação delas no campo da educação. O estudioso lembra ainda que nem todos os conteúdos se adaptam bem ao formato. "O professor precisa ter discernimento para saber quando alguma interação precisa ser real, não virtual."

Assim como a Edmodo, outras redes estão surgindo. Há, por exemplo, serviços voltados ao ensino superior. É o caso do Lore. Criada por quatro jovens amigos, a rede já é acessada por estudantes de mais de 600 universidades, majoritariamente nos Estados Unidos. "Percebemos que, para fortalecer os laços sociais, existia o Facebook; para estreitar relações profissionais, o LinkedIn. E para as relações acadêmicas?", diz Hunter Horsley, criador do Lore. Não existia alternativa à vista. Ou os estudantes criavam comunidades fechadas no Facebook ou trocavam mensagens por meio de grupos de e-mail. "Mas era tudo improvisado", diz Horsley. O criador compara o Lore ao Facebook da fase original (mas sem a eleição da "garota mais quente", que marcou o nascimento do site de Mark Zuckerberg), quando só estudantes de Harvard podiam se cadastrar na plataforma universitária. Assim como Zuckerberg, Hunter abandonou os estudos e não chegou a concluir seu curso, na Universidade da Pensilvânia. Hoje, dedica-se exclusivamente ao negócio.

Embora os serviços sejam gratuitos o lucro dessas redes pode vir de duas fontes: a cobrança de uma taxa de acesso ou a venda de acessórios. No caso da Edmodo, o dinheiro vem da venda de aplicativos educativos, comercializados em uma loja virtual nos moldes da AppleStore. As vendas ainda não estão liberadas para os usuários brasileiros, mas isso deve acontecer em breve. Já a Teamie cobra pelo acesso. A taxa é de 5,50 dólares (equivalente a cerca de 12 reais) por aluno ao mês.

(Esta postagem foi baseada no artigo da Veja: http://veja.abril.com.br)

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3 comentários:

Renata Diniz disse...

Mais uma novidade da modernidade. Gostei! Beijos e linda semana!

MARILENE disse...

O mundo virtual, com algumas impropriedades, tem um lado positivo enorme. Essa interação entre alunos e professores, de forma fácil e rápida, pode ser um excelente, no campo da educação. Para mim, foi novidade a matéria dessa postagem. Bjs.

Anne Lieri disse...

Tudo que venha acrescentar melhorias á educação é muito válido!Interessante artigo!bjs,